Efeitos.

março 11, 2012

Eu tenho o péssimo costume de me desapegar do que escrevo. Se algo sai da minha mente, ganha as limitações da vida real quando materializado em um texto. Tal hábito sempre me incomodou, mas dessa vez farei bem uso dele.

– Enfim,

Eu achei que tinha asfixiado esse sentimento dentro de mim. Fiz questão de vê-lo agonizá-lo para certificar sua morte. E agora me parece que não sou tão frio assim, pois, basta alguém olhar dentro de meus olhos para ainda encontrá-lo vivo, suspirando por você.

Eu tentei fugir do brilho do seu sorriso, me confortar com o fato de que pra sempre iria sentir sua falta e já tentei fingir que não sinto falta de te abraçar. Divido-me entre a duvida de te desejar e a certeza de quero fazer como se nada nunca tivesse acontecido conosco. Eis a questão.

Por fim, eu te vejo seguindo novos caminhos – e bem acompanhada até; e me vejo muito bem quando finjo seguir com minha vida, talvez se eu tentasse seguir de fato – e sozinho – tudo ficasse bem. E por isso materializei todo esse sentimento aqui. Ao por um ponto final nesse texto, espero que o antídoto cause o efeito esperado. Eu vou esquecer-me de você e parar de me preocupar com as chances que sei que ainda temos.

– E dessa vez faço questão de ser frio até o ultimo suspiro.

Next.

janeiro 19, 2012

Eu dava passos curtos e com considerável espaço de tempo entre eles. Evitava fazê-los com força para não sentir a dor acomodada dentro de mim. No dia chuvoso e cinzento, várias pessoas estavam à volta, configurando a imagem de amigos que vestiam o luto sentindo nossa perda – na verdade esperavam para ver se de fato enterraríamos a nossa historia.

Tudo tão confuso. Vítimas de tantos que queriam nos derrubar. Mas o que nos sentimos viveria e para sempre, de uma forma ou outra.

Eu segurava você em meus braços, lhe envolvia com minha afeição. Aquela era a última vez. E eu sabia. Por isso não me preocupei em bloquear meus sentimentos e ser racional. Eu sei que sempre vou sentir sua falta. Mas estou conformado com o que somos hoje. Por isso, quando te deixei ali, foi até mais fácil do que eu imaginava. Desprendi-me de você e virei as costas desejando te encontrar na próxima esquina que cruzasse.

E assim foi, e estávamos mudados – mais maduros. Prontos inclusive pra dar certo em outro dia, outro tempo. Não agora, porque não soube esperar e te entreguei de bandeja. Mas nem mesmo isso é permanente.

Eu continuo sem saber esperar, mas sei que uma hora a vida nos surpreendera juntos mais uma vez. E então será a hora certa.

Lithos.

julho 29, 2011

São quatro da manhã. Com dificuldade, pois não quero despertar o mundo a minha volta, eu exponho o meu espírito. Abro a janela e o ar invade, me devolvendo uma respiração limpa.

Cheguei a um novo estagio – e dou graças por isso; daqui posso reconhecer a minha vida. Não vejo nada. Não digo que esta tudo destruído, nem dramatizo. Simplesmente, não vejo nada.

Estou nessa. Estou limpo nessa. E luto o que for preciso para que minha vida possa ser feita em novidade. Sei do que preciso e em quem posso confiar. Aprendi com o mais difícil. Conheci a verdade cara a cara. Eliminei sentimentos em meio as lagrimas – nem sei se acredito ser bom ou ruim para mim.

Eu decidi que deixei tudo, deixei até você.

Eu despertei com uma nova chance em mãos.

Teu Ar.

junho 17, 2011

Eu queria mesmo era que estivesse aqui do meu lado! – Ah, e quantas vezes eu já disse isso.

Mas dessa vez é diferente. Queria te ver aqui, sentindo o que eu sinto, assim entenderia o meu Eu. Eu que, coberto de receios, aprisiona o sentimento mais lindo que tem em si, com a insegurança de não lembrar meu nome amanhã, nem das juras que me fez. Ou de simplesmente apagar toda a história que digitamos – porque tu em consciência já cometeu tal erro. Eu que, nesse frio, sente a tua falta. Eu que transpira um desejo por ti.

Aqui, vejo a chuva se apresentar ao cair, já que não tenho a tua imagem para admirar.

E quase posso sentir minha pele verter a sua respiração cansada. As tuas mãos que resgatam meus impulsos num desejo d’algo. E só temos esse momento para sermos um, para criar esse algo bom em mim. Faço qualquer coisa para da-lo vida. Nem que Eu tenha que causar a tua respiração.

Eu que contentaria apenas em ser o teu ar.

Scarlatto.

abril 24, 2011

Estou bem acomodado aqui, como estou. Poder assistir tudo ao redor é bom. Estava mais preocupado com minha suposta expectativa à felicidade. Há tempos não fazia isso – observar, mas, atualmente – Aaah!

Eu posso enxergar o mundo em escala de cinza. Eu posso notar o vermelho me chamando a atenção para tudo o que não suporto. Oh, eu posso sentir o seu lilás me encantando! – O que me faz duvidar de tudo: sentimentos.

Já ouvi dizer que ser feliz é fazer alguém à tal maneira. Pois eu preciso de mais carentes, porque já estou a beira de voltar para onde não quero.

(via tumblr)

Encore… une fois.

março 26, 2011

Eu, no meio dessa chuva. Você, que eu nem sei onde está. Tento lembrar, mas, como lembrar dos dias que não revelamos?

Sim, seu sorriso ainda está estampado em minha mente. Seu olhar ainda me cega. E eu ainda ofereço resistência à realidade.

Que esperemos o próximo dia. O dia em que, na característica praça, deixaremos uma marca do que vivemos, um segredo para ser admirado. Pararemos e cantaremos…

O que estamos vivendo ? -quero ver o teu sorriso.

(via tumblr)

Garrafas Vazias e Encanto.

fevereiro 9, 2011

Eu estava sóbrio, desde a ultima vez. Pelo menos, tentava continuar quando chamou o meu olhar. Agora, quando tento achar o foco, tudo que enxergo, em meio à embriaguez, é você. Mas por que contar as mágoas em garrafas de gim vazias, se eu já tenho a ti para me arrancar a razão?

Tem algo bem ali, me puxando a atenção. Algo além dos dois pontos que brilham em seu rosto, algo além do seu sorriso. Se eu tivesse o que falar, se eu tivesse as palavras certas, eu diria. Mas já não sei mais em que ponto estamos. O sentimento que eu percebia, talvez, seja o desespero em mim.

Em uma conversa que parecia só eu estar ali, só eu naquele mesmo intuito. Saudando com empolgação um acontecimento contigo. Na verdade, estava sozinho. Então, diga-me você. Faça-me sentir que eu estava certo, me faça achar que, na verdade, eu estou bem. Testificar não será necessário.

Acho que já pode perceber o que conseguiu – propositalmente, ou não. Você já está garantida! Eu estou aqui, rendido. Lembre-se de tudo que já disse para mim e, logo, inebrie-me mais com o que você tem. Diga alguma coisa, apareça nítida em minha frente. Eu quero ver o seu sorriso – e sorrir, eu quero acreditar.

Em Minha Estante.

novembro 28, 2010

Pensei por várias vezes te dizer o que eu sentia. Várias e várias vezes que ultrapassaram o meu tempo. Tentei te esquecer, e acho até que consegui. Cheguei a te guardar em minha estante, porque sabia que não tinha ido embora, mas você me fez destruir isso. Não sei se o que sinto é falta de você ou falta de um sentido para minha vida, de mais uma emoção para me guiar, entende?

Depois de tantos fatos, e antecedendo a muitos outros decisivos, não sei se posso concluir algo. Olhe só o que está fazendo comigo, ein! Aposto que não pode olhar agora. Aposto que nunca olhou o que eu estava te mostrando – porque eu sei que te mostrava.

O fato é que agora estou tentando fazer tudo diferente. Pensando em outras. E pensando em você, principalmente. Eu sinto a sua falta, sim. E a tua presença me irrita. Minha insegurança contigo só me atrapalha e minha super segurança com todo o resto só me faz de incapaz no espelho.

Eu não preciso de você. Bem, eu não queria precisar. E não preciso! Quem sabe depois que eu resolver algumas coisas, organizar alguns pensamentos, cumprir algumas felicidades. Quem sabe quando você entrar de novo em minha vida, de uma forma diferente, igual a da primeira vez… Quem sabe aí, eu ressuscite você em mim. Enquanto isso, eu tenho a minha razão, minhas realizações, lamentações e a minha vida para tocar a frente, sem você para me atrapalhar ou me fazer sonhar com o que não me permito.

Mentiras, Lassidão… Mudança!

outubro 22, 2010

Não vou dizer sobre o período que estou passando, ou em que fase eu estou. Eu nem sei mesmo o que acontece aqui. A verdade é que já cansei disso, cansei de tudo, principalmente, pela pergunta que me faço todos os dias: O que eu fiz da minha vida?

– O que eu fiz até aqui?

Já criei tantas teses sobre o que fiz que, talvez, a que eu acredite nem seja a verdade. Eu estou confuso e complexo, embora isso não seja novidade. Ir embora seria uma boa chance de escapar de tudo. Já pensei em mudar. Mudar de Estado, nome, mentiras

Disse que queria encontrar em teus olhos a saída, mas, o que eu fiz quando pude procurá-la? Não devo ter parecido nada ansioso por mudança, quando só ficava lamentando por tudo. Quando só aproveitava os dias nublados para deixar ainda mais cinza, a minha vida.

Não vai adiantar pensar, nunca adiantou, a não ser para sofrer ainda mais. Acho que tinha isso como passatempo. Só dramatização. Acho bom porque mudei e aprendi bastante, e quando lembro de outras mudanças e aprendizados fico mal. Mas, agora, se for para mudar espero que seja por alguma atitude minha. Sintetizar não dá, mas anseio por algo. Só tenho a lhe dizer: Cansei de mim!

Mudanças Incessantes – Nem as percebo.

outubro 7, 2010

Já nem sei por quantas vezes vaguei pelos cômodos desse lugar. Andava, mas nada mudava. A angustia ainda vasculhava o meu interior, a perturbação ainda confundia minha cabeça. Nada havia mudado nesse período.

Demorei a levantar da cama esta manhã, acho que não estava disposto a enfrentar o que viria. Então o meu plano para hoje era me isolar de tudo e pensar… O tempo frio, o dia acinzentado e as musicas melódicas, tocando aos fones de ouvido em mau estado, me ajudariam.

Agora ouço uma musica que fala sobre estar preso ao passado. Pelo menos, esse é o tema que mais me chama atenção. Talvez pela identificação que me permite.

O passado ainda me faz falta, às vezes. Nostalgia. Mas estou trabalhando nisso. Não digo em esquecê-lo, ou me desapegar, mas, resolver algumas questões que pairam por aqui. Isso será bom.

Tenho algumas, na verdade, tenho muitas duvidas. E eu não sei o que fazer. Esse dia nublado invade o meu vazio e faz com que eu precise -mas não queira- chorar. Tudo é melódico, porém, num ritmo avassalador pra mim. Mas eu sei que não vai adiantar chorar. Eu não quero chorar!

 

Titulo de Andressa Garcez.


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